{"id":305,"date":"2017-01-22T23:37:43","date_gmt":"2017-01-22T23:37:43","guid":{"rendered":"http:\/\/bidonet.com.br\/blog\/?p=305"},"modified":"2017-01-22T23:37:43","modified_gmt":"2017-01-22T23:37:43","slug":"sobre-estar-sozinho-flavio-gikovate","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/bidonet.com.br\/blog\/?p=305","title":{"rendered":"SOBRE ESTAR SOZINHO- FL\u00c1VIO GIKOVATE"},"content":{"rendered":"<header>\n<h1 class=\"title single-title entry-title\"><\/h1>\n<\/header>\n<div class=\"post-single-content box mark-links entry-content\">\n<div class=\"thecontent\">\n<p>N\u00e3o \u00e9 apenas o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico que marcou o inicio deste mil\u00eanio. As rela\u00e7\u00f5es afetivas tamb\u00e9m est\u00e3o passando por profundas transforma\u00e7\u00f5es e revolucionando o conceito de amor.<\/p>\n<p>O que se busca hoje \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e n\u00e3o mais uma rela\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia, em que um res<span class=\"text_exposed_show\">ponsabiliza o outro pelo seu bem-estar.<\/span><\/p>\n<p>A id\u00e9ia de uma pessoa ser o rem\u00e9dio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, est\u00e1 fadada a desaparecer neste in\u00edcio de s\u00e9culo. O amor rom\u00e2ntico parte da premissa de que somos uma fra\u00e7\u00e3o e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre at\u00e9 um processo de despersonaliza\u00e7\u00e3o que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas caracter\u00edsticas, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da liga\u00e7\u00e3o entre opostos tamb\u00e9m vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu n\u00e3o sei.<\/p>\n<p>Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma id\u00e9ia pr\u00e1tica de sobreviv\u00eancia, e pouco rom\u00e2ntica, por sinal.<\/p>\n<p>A palavra de ordem deste s\u00e9culo \u00e9 parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.<\/p>\n<p>Eu gosto e desejo a companhia, mas n\u00e3o preciso, o que \u00e9 muito diferente.<\/p>\n<p>Com o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, que exige mais tempo individual, as pessoas est\u00e3o perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas est\u00e3o come\u00e7ando a perceber que se sentem fra\u00e7\u00e3o, mas s\u00e3o inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, tamb\u00e9m se sente uma fra\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 pr\u00edncipe ou salvador de coisa nenhuma. \u00c9 apenas um companheiro de viagem.<\/p>\n<div id=\"quads-ad2\" class=\"quads-location quads-ad2\">O homem \u00e9 um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que n\u00e3o tem nada a ver com ego\u00edsmo. O ego\u00edsta n\u00e3o tem energia pr\u00f3pria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova fei\u00e7\u00e3o e significado.<\/div>\n<p>Visa a aproxima\u00e7\u00e3o de dois inteiros, e n\u00e3o a uni\u00e3o de duas metades. E ela s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.<\/p>\n<p>Quanto mais o indiv\u00edduo for competente para viver sozinho, mais preparado estar\u00e1 para uma boa rela\u00e7\u00e3o afetiva. A solid\u00e3o \u00e9 boa, ficar sozinho n\u00e3o \u00e9 vergonhoso. Ao contr\u00e1rio, d\u00e1 dignidade \u00e0 pessoa. As boas rela\u00e7\u00f5es afetivas s\u00e3o \u00f3timas, s\u00e3o muito parecidas com o ficar sozinho, ningu\u00e9m exige nada de ningu\u00e9m e ambos crescem. Rela\u00e7\u00f5es de domina\u00e7\u00e3o e de concess\u00f5es exageradas s\u00e3o coisas do s\u00e9culo passado. Cada c\u00e9rebro \u00e9 \u00fanico. Nosso modo de pensar e agir n\u00e3o serve de refer\u00eancia para avaliar ningu\u00e9m.<\/p>\n<p>Muitas vezes, pensamos que o outro \u00e9 nossa alma g\u00eamea e, na verdade, o que fizemos foi invent\u00e1-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um di\u00e1logo interno e descobrir sua for\u00e7a pessoal.<\/p>\n<p>Na solid\u00e3o, o indiv\u00edduo entende que a harmonia e a paz de esp\u00edrito s\u00f3 podem ser encontradas dentro dele mesmo, e n\u00e3o \u00e0 partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos cr\u00edtico e mais compreensivo quanto \u00e0s diferen\u00e7as, respeitando a maneira de ser de cada um.<\/p>\n<p>O amor de duas pessoas inteiras \u00e9 bem mais saud\u00e1vel. Nesse tipo de liga\u00e7\u00e3o,h\u00e1 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre \u00e9 suficiente ser perdoado por algu\u00e9m, algumas vezes voc\u00ea tem de aprender a perdoar a si mesmo.<\/p>\n<p>_________<\/p>\n<p>Por<strong><a href=\"http:\/\/flaviogikovate.com.br\/artigos\/texto\/sobre_estar_sozinho.htm\" target=\"_blank\">: Fl\u00e1vio Gikovate<\/a><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 apenas o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico que marcou o inicio deste mil\u00eanio. As rela\u00e7\u00f5es afetivas tamb\u00e9m est\u00e3o passando por profundas transforma\u00e7\u00f5es e revolucionando o conceito de amor. 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